Trinta anos depois de um dos episódios mais marcantes da música brasileira, os fãs dos Mamonas Assassinas voltarão os olhos para Guarulhos, na Grande São Paulo, onde está programada para esta segunda-feira (23/2) a exumação dos restos mortais dos integrantes do grupo.

Estão sepultados no Cemitério Primaveras o vocalista Dinho, o guitarrista Bento Hinoto, o baixista Samuel Reoli, o tecladista Júlio Rasec e o baterista Sérgio Reoli. A iniciativa faz parte de um projeto pensado pelas famílias para transformar a memória da banda em um espaço permanente de homenagem.

De acordo com os organizadores, os restos mortais serão cremados para a criação do Jardim BioParque Memorial, uma área que vai unir natureza, lembrança e história. A proposta é que as cinzas sejam utilizadas no plantio de árvores nativas, cada uma simbolizando um dos músicos, formando um memorial vivo dedicado ao legado do grupo.

O local também deverá ser aberto à comunidade, permitindo que outras famílias utilizem o espaço para homenagear seus entes queridos. A ideia é que o jardim se torne um ponto de encontro, reflexão e celebração da vida, mantendo viva a trajetória alegre e irreverente que marcou gerações.

Mesmo após três décadas, as músicas e o carisma dos artistas continuam presentes na cultura popular, e o novo memorial surge como uma forma de preservar essa conexão afetiva com o público. Ainda não há confirmação se o segurança da equipe, que também está sepultado no cemitério, passará pelo mesmo processo.

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