A preservação dos recursos hídricos voltou ao centro das discussões em Feira de Santana. Em um encontro técnico realizado na manhã desta terça-feira (17), a Prefeitura deu início ao alinhamento das propostas que serão levadas à próxima reunião do Comitê da Área de Proteção Ambiental (APA) do Lago de Pedra do Cavalo, marcada para o dia 27 de março.

A reunião, conduzida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), teve como principal objetivo organizar as pautas e consolidar as contribuições do município para o debate regional sobre a gestão da água — um tema estratégico para Feira e cidades vizinhas que dependem diretamente do sistema.

O movimento acontece em um momento considerado decisivo: recentemente, Feira de Santana retomou sua posição como integrante permanente do comitê gestor da APA. Na prática, isso amplia o peso político e técnico do município nas discussões, sobretudo na defesa dos rios Jacuípe e Paraguaçu e de toda a rede de afluentes que sustenta o abastecimento na região.

Participaram do encontro representantes da gestão municipal, técnicos ambientais e membros ligados à sociedade civil, incluindo especialistas com atuação direta na área de recursos hídricos. A proposta foi alinhar discursos, definir prioridades e fortalecer a posição de Feira dentro do colegiado.

A importância dessa articulação ganha ainda mais relevância diante do papel estratégico do Lago de Pedra do Cavalo, responsável por abastecer não apenas Feira de Santana, mas diversos municípios do entorno. O cenário exige, segundo os participantes, uma atuação coordenada e políticas consistentes voltadas à conservação ambiental.

De acordo com a secretária municipal de Meio Ambiente, o retorno ao comitê traz novas responsabilidades e reforça a necessidade de ações concretas. A expectativa é que o município apresente, na reunião do dia 27, iniciativas já em andamento e projetos desenvolvidos em parceria com outras instituições, com foco na preservação e no uso sustentável da água.

A participação ativa no comitê também é vista como uma oportunidade para ampliar o protagonismo de Feira de Santana em decisões que impactam diretamente a segurança hídrica da região, um tema que, diante das mudanças climáticas e do crescimento urbano, tende a ganhar cada vez mais urgência.

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