O governo federal deve colocar no ar, logo depois do Carnaval, uma nova ofensiva de comunicação voltada diretamente aos estados. A ideia é regionalizar a divulgação de obras, investimentos e programas sociais, mostrando de forma mais clara onde e como os recursos da União estão sendo aplicados.
A estratégia foi detalhada pelo secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Tiago Cesar dos Santos. Segundo ele, a meta é dar visibilidade às entregas federais e evitar que ações financiadas por Brasília sejam atribuídas apenas a governos estaduais ou prefeituras.
Durante agenda em Salvador, nas comemorações do aniversário do Partido dos Trabalhadores, o secretário afirmou que a campanha deixará de lado mensagens amplas e genéricas para apostar em conteúdos específicos para cada estado. O foco estará em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e em políticas públicas em andamento nas regiões.
De acordo com Santos, gestores locais muitas vezes acabam colhendo os dividendos políticos de iniciativas bancadas pelo governo federal. A nova comunicação pretende corrigir esse cenário, evidenciando a participação direta da União nos projetos.
Além da divulgação das obras, o governo quer reforçar programas considerados vitrines do terceiro mandato de Lula. Entre eles estão o Desenrola, Pé-de-Meia, Luz do Povo, a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, o Agora Tem Especialistas e a chamada CNH do Brasil.
O secretário também defendeu que apoiadores e militantes passem a destacar essas ações como marcas centrais da atual gestão. Ainda assim, ponderou que apenas apresentar resultados não garante vantagem eleitoral. Para ele, o cenário político exige uma comunicação mais moderna e próxima da população.
As declarações ocorreram durante a programação de aniversário do PT, que segue com debates e encontros com ministros e lideranças políticas. Entre os participantes estão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. O encerramento deve contar com a presença do presidente Lula em um ato político.