O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi oficializado nesta quinta-feira (19) como pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. O anúncio ocorreu durante evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de lideranças nacionais do partido.
A indicação foi feita publicamente pelos dirigentes petistas Kiko Celeguim e Edinho Silva, que destacaram o papel estratégico de Haddad no projeto político da legenda no estado. Segundo Edinho, a escolha do ex-prefeito de São Paulo está diretamente ligada aos planos do partido para as próximas eleições.
Horas antes do anúncio, Haddad já havia sinalizado a mudança de rumo ao confirmar que deixaria o comando do Ministério da Fazenda. A saída abre caminho para sua dedicação à disputa estadual. Para o lugar dele, Lula indicou Dario Durigan, que assume a pasta oficialmente nos próximos dias.
A candidatura de Haddad ocorre após um período de articulação interna. Inicialmente resistente à ideia de concorrer novamente ao governo paulista, ele acabou convencido por aliados próximos, sobretudo pelo próprio presidente. Em 2022, o petista disputou o cargo, mas acabou derrotado no segundo turno por Tarcísio de Freitas.
Dentro do partido, a avaliação é de que Haddad segue como o principal nome da legenda no maior colégio eleitoral do país, sendo peça-chave não apenas na disputa estadual, mas também na estratégia nacional do PT.
No mesmo campo político, a ministra Simone Tebet já aparece como opção para o Senado na chapa aliada em São Paulo. Outros nomes ainda são discutidos, como Marina Silva, Márcio França e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Passagem pela Fazenda
À frente da economia, Haddad teve como principal marca a condução da reforma tributária sobre o consumo, que reformulou o sistema com base em um modelo de imposto sobre valor agregado. Ele também liderou propostas de mudanças no Imposto de Renda, com foco na ampliação da faixa de isenção e na cobrança maior sobre rendas elevadas, além de defender a revisão de incentivos fiscais para reforçar o equilíbrio das contas públicas.