A possibilidade de retomada das conversas diplomáticas entre Teerã e Washington voltou a esfriar. Nesta segunda-feira (2), o secretário do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não pretende abrir negociações com os Estados Unidos, rebatendo declarações recentes do presidente Donald Trump sobre uma suposta disposição iraniana para o diálogo.

A fala contraria diretamente a avaliação feita por Trump no domingo (1º), quando indicou que a nova liderança do Irã poderia aceitar conversas para reduzir o impasse entre os dois países.

Internamente, porém, o discurso iraniano não é uniforme. No fim de semana, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, sinalizou abertura para iniciativas diplomáticas durante conversa com o chanceler de Omã, Badr Albusaidi, mencionando disposição para apoiar “esforços sérios” que ajudem a diminuir a escalada de tensão na região.

O cenário se agravou após ataques atribuídos a forças de Israel e dos Estados Unidos. De acordo com a Crescente Vermelho Iraniano, as ofensivas atingiram dezenas de cidades em várias províncias do país. O balanço divulgado aponta ao menos 555 mortos, além de centenas de feridos.

Com o aumento das baixas e a troca de acusações, o ambiente político em Teerã indica uma postura mais rígida, reduzindo as chances de negociação no curto prazo e ampliando a incerteza sobre os próximos passos do conflito.

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