Mais de 4 mil brasileiros que estavam no Oriente Médio já conseguiram retornar ao país desde o início do conflito militar envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Ministério das Relações Exteriores.

Grande parte desses retornos ocorreu por meio de voos que partiram dos aeroportos de Dubai e Doha, importantes pontos de conexão aérea na região.

De acordo com o Itamaraty, os voos comerciais entre Dubai e o Brasil foram retomados no dia 4 de março. Desde então, 14 operações já foram concluídas, permitindo o embarque de cerca de 3,8 mil brasileiros rumo aos aeroportos de Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos e Aeroporto Internacional do Galeão, em aeronaves operadas pela Emirates.

Já em Doha, os voos voltaram a operar no dia 7 de março. Até agora, 278 brasileiros conseguiram deixar o país. O voo direto entre a capital do Catar e São Paulo, operado pela Qatar Airways, também foi retomado nesta quinta-feira, com nova operação prevista para o próximo dia 15.

O Ministério das Relações Exteriores informou ainda que continua monitorando a situação na região e mantém plantões consulares para atender brasileiros nos países afetados. A recomendação oficial é que cidadãos evitem viagens para 12 países do Oriente Médio enquanto durar a instabilidade.

Para aqueles que permanecem na região, o governo orienta seguir as recomendações das autoridades locais e buscar diretamente as companhias aéreas em caso de cancelamento de voos.

Outra medida em estudo pelo governo brasileiro é a criação de rotas terrestres seguras para retirar cidadãos que ainda estejam em cidades como Kuwait City e Manama, levando-os até o aeroporto de Riade, de onde poderiam embarcar em voos comerciais com destino ao Brasil. A operação prioriza brasileiros que não residem na região e grupos considerados preferenciais.

Enquanto isso, o conflito militar entre Estados Unidos, Israel e Irã já deixou cerca de 2 mil mortos, segundo estimativas internacionais. A tensão também tem provocado impactos no mercado global de petróleo, principalmente após ataques contra navios que tentam atravessar o estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Diante do risco de alta nos combustíveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou medidas para reduzir os impactos no país, incluindo a redução de tributos federais sobre o diesel e incentivos ao setor de importação e distribuição do combustível.

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