investigado por assédio recebe alta médica em Brasília

Afastado do cargo por decisão unânime dos colegas de Corte, o ministro Marco Buzzi deixou o hospital após mais de uma semana internado em Brasília. Ele estava no Hospital DF Star desde o dia 5 de fevereiro, depois de procurar atendimento médico relatando palpitações e dores no peito.

O magistrado recebeu alta oito dias depois e segue em casa, amparado por um atestado médico de 90 dias por motivos psiquiátricos. A saída ocorreu na sexta-feira (13), mas só veio a público durante o feriado de Carnaval.

O afastamento do ministro foi definido pelo plenário do tribunal enquanto tramitam investigações administrativas sobre denúncias de assédio sexual. Duas mulheres procuraram o Conselho Nacional de Justiça relatando supostos episódios de conduta inadequada.

Uma das denúncias envolve uma jovem de 18 anos, próxima da família do magistrado. Já o segundo relato foi formalizado após o depoimento da suposta vítima ao corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, que registrou oficialmente o caso.

Segundo informações apuradas, parte dos fatos teria ocorrido em Balneário Camboriú, onde a jovem passava um período hospedada na residência do ministro.

Mesmo tendo apresentado licença médica na mesma data em que foi afastado, os integrantes do tribunal entenderam que ele não deve permanecer no exercício do cargo até a conclusão da sindicância interna. Uma comissão responsável por avaliar o resultado das apurações já tem reunião marcada para março.

O atestado médico entregue à Corte menciona ainda que o ministro possui comorbidades, como diabetes e hipertensão, e que continuará sob acompanhamento especializado.

O caso segue sob investigação administrativa, sem prazo definido para desfecho.

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