Uma jovem de 24 anos foi presa em flagrante em Ceilândia, no Distrito Federal, suspeita de manter um homem em cárcere e submetê-lo a agressões dentro da própria residência. Segundo a polícia, ela ainda teria gravado vídeos relatando o que fez com a vítima.
Identificada como Beatriz Elissandra Marques Carvalho, a suspeita contou, em registros encontrados no celular, como o homem foi levado para o imóvel após os dois se conhecerem em um bar da região. Nas imagens, ela descreve, de forma fria, que imobilizou a vítima e a agrediu repetidas vezes após ele tentar reagir e pedir ajuda.
De acordo com a investigação, a mulher afirmou que tentou sedar o homem antes das agressões, mas disse que a medicação não surtiu efeito. Em seguida, teria mantido a vítima contida dentro de um quarto, impedindo qualquer tentativa de fuga. Parte das cenas foi registrada pela própria suspeita.
Mesmo ferido, o homem conseguiu sobreviver. No fim da ocorrência, a agressora acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestou socorro.
A prisão ocorreu quando a mulher foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade em busca do homem. Funcionários estranharam o comportamento e acionaram a Polícia Militar do Distrito Federal. Aos policiais, ela confessou as agressões e mostrou vídeos armazenados no aparelho celular.
Os agentes foram até a casa indicada por ela e encontraram vestígios de sangue, além de objetos que podem ter sido usados na violência. Também foram localizados documentos e cartões bancários de terceiros, o que levantou suspeita de outros crimes. A polícia apura se há mais vítimas.
Como o caso veio à tona
Testemunhas relataram que a suspeita frequentava bares do bairro com regularidade. O dono de um dos estabelecimentos afirmou que, horas depois de vê-la sair com o homem, recebeu vídeos em grupos de mensagens mostrando a vítima machucada. Ele foi até o endereço e encontrou pessoas tentando prestar ajuda.
O homem foi atendido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e encaminhado ao hospital da região.
O caso foi registrado na Polícia Civil do Distrito Federal como cárcere privado, lesão corporal e roubo com restrição de liberdade. A investigação segue para esclarecer as circunstâncias e verificar se há outras ocorrências relacionadas à suspeita.