Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (9) colocou novamente no centro das investigações um grupo suspeito de explorar ouro de forma irregular no interior da Bahia. O foco da ação está no município de Santaluz, onde, segundo os investigadores, funcionava uma estrutura organizada para reaproveitamento ilegal do minério.
As apurações indicam que os envolvidos utilizavam resíduos deixados por garimpos clandestinos para extrair mais ouro. Esse material passava por um processo químico em laboratórios montados de forma ilegal, o que aumentava significativamente o valor obtido com a atividade.
Ainda conforme a PF, o impacto ambiental provocado pelo esquema é elevado e já foi estimado em mais de R$ 180 milhões, com danos que atingem diretamente o solo e recursos naturais da região.
A operação desta quinta é um desdobramento de outras ações realizadas nos últimos anos, que vêm acompanhando a atuação do mesmo grupo. Desta vez, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão, com o objetivo de recolher bens já identificados pela Justiça e localizar novos elementos que reforcem as investigações.
Um dos pontos que mais preocupa os investigadores é o uso de substâncias altamente tóxicas no processo de extração. Produtos químicos de uso controlado estariam sendo empregados sem qualquer autorização, o que representa risco não apenas ao meio ambiente, mas também à saúde da população.
Os suspeitos já foram indiciados por uma série de crimes, entre eles exploração ilegal de recursos minerais, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar duas décadas de prisão.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e novas fases da operação não estão descartadas.