O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou, nesta semana, a condenação da Escola Waldorf Rudolf Steiner, sediada em São Paulo, ao pagamento de R$ 1 milhão ao pai de Victoria Mafra Natalini, em indenização por danos morais. A decisão foi tomada em razão da morte da estudante, então com 17 anos, ocorrida há 11 anos durante um passeio escolar.

O caso remonta a setembro de 2015, quando Victoria e cerca de 30 colegas participavam de uma excursão a uma fazenda em Itatiba, no interior paulista. Segundo o processo, a jovem teria solicitado permissão para ir ao banheiro e, depois disso, não foi mais vista pelos demais participantes do grupo.

A escola teria autorizado que Victoria seguisse sozinha. A partir desse momento, seu paradeiro se tornou um mistério. A investigação policial revelou que a estudante não fez uso de substâncias entorpecentes ou álcool, e também não havia indícios de violência sexual, de acordo com os laudos periciais. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo concluiu que a causa da morte foi asfixia, sem apontar com precisão as circunstâncias que levaram ao episódio.

A decisão do STJ reforça a responsabilidade da instituição de ensino em garantir a segurança dos alunos durante atividades extracurriculares. A indenização à família foi mantida pelos ministros, que destacaram a falha na supervisão da estudante como um elemento determinante para o desfecho trágico.

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