A madrugada desta segunda-feira (2) foi marcada por violência extrema na zona rural de Feira de Santana. Uma mulher de 45 anos foi assassinada a facadas dentro da própria casa, no distrito de Maria Quitéria, enquanto o marido, de 72 anos, ficou ferido após ser atacado com golpes de marreta. O principal suspeito é o caseiro da propriedade, que desapareceu após o crime.
O casal morava ao lado de uma fábrica, em uma área de fazenda onde mantinha rotina tranquila até ser surpreendido durante o sono. O idoso foi encontrado desorientado, com hematomas no rosto e sinais de agressão. Já a esposa, Eliane Matos Santana Pedreira, foi localizada caída no quarto, sem sinais vitais.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência confirmaram o óbito no local e prestaram socorro ao sobrevivente, que foi encaminhado ao Hospital Geral Clériston Andrade, onde permanece internado.
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, havia marcas de sangue espalhadas por diferentes pontos da residência, indicando luta corporal. Em depoimento preliminar, o marido relatou que vinha enfrentando desentendimentos recentes com o caseiro, contratado há cerca de quatro meses.
Segundo ele, o funcionário pedia dinheiro com frequência, alegando dificuldades financeiras. A suspeita é de que os valores estariam sendo usados para jogos de azar. Investigadores acreditam que o homem possa ter ido à casa em busca de mais recursos.
Além do desaparecimento do caseiro, o carro da família também não foi encontrado, o que reforça a linha de investigação de latrocínio (roubo seguido de morte). O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Feira de Santana, que realiza buscas para localizar o suspeito.
O corpo da vítima foi levado ao Departamento de Polícia Técnica para necropsia.
Violência contra mulheres em alta
O assassinato ocorre em meio ao aumento dos registros de violência doméstica e feminicídios na Bahia e em outras regiões do país. Especialistas apontam que crimes dentro de casa, muitas vezes praticados por pessoas próximas ou conhecidas das vítimas, têm se tornado mais frequentes e exigem respostas mais rápidas do poder público, além de políticas de proteção e denúncia.