A decisão foi tomada após análise inicial do caso, que aponta o uso de redes sociais para impulsionar apostas ilegais e movimentar grandes quantias de origem suspeita.
Já o cantor MC Ryan SP ainda aguardava, até a última atualização, o desfecho da audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (16). Os dois artistas foram presos na manhã de quarta-feira (15), durante a ofensiva policial que atingiu diversos estados.
Como a investigação avançou
As apurações começaram ainda em 2025, mas ganharam força após a análise de arquivos armazenados em nuvem ligados ao contador Rodrigo de Paula Morgado, apontado como operador financeiro do grupo. Segundo os investigadores, o material revelou detalhes da engrenagem usada para ocultar e movimentar o dinheiro.
Documentos como extratos bancários, contratos, mensagens e registros empresariais ajudaram a mapear a atuação da organização, que envolveria empresas de fachada, influenciadores digitais e artistas.
Origem do dinheiro e esquema
De acordo com a Polícia Federal, os recursos teriam origem em atividades como apostas ilegais e rifas clandestinas. Para dificultar o rastreamento, o grupo utilizava contas bancárias de terceiros, dinheiro em espécie e também criptomoedas.
A investigação aponta que a estrutura era sofisticada e operava com divisão de funções bem definida, conectando quem arrecadava, quem lavava e quem ajudava a divulgar os serviços ilegais.
Operação e bloqueio de bens
Ao todo, a operação cumpriu 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. Entre os alvos estão também influenciadores de grande alcance, como Raphael Souza, além de outros nomes ligados à divulgação nas redes.
A Justiça determinou o bloqueio de bens que ultrapassam R$ 2 bilhões. Durante as ações, foram apreendidos carros de luxo, joias, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos.
Defesa
As defesas dos investigados afirmam que ainda não tiveram acesso completo aos autos do processo, que segue sob sigilo judicial.