Uma grande operação conjunta das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, zona norte da capital fluminense, terminou com 20 mortes,  sendo dois policiais e 18 suspeitos, além de 56 prisões. Outros agentes ficaram feridos e três pessoas foram atingidas por balas perdidas durante o confronto.

Os presos foram levados para a Cidade da Polícia, também na zona norte. As equipes apreenderam 31 fuzis e uma grande quantidade de drogas. A ação, batizada de Operação Contenção, mobilizou cerca de 2.500 policiais civis e militares, com o objetivo de capturar líderes de facções criminosas que atuam no Rio e em outros estados.

Durante a ofensiva, criminosos reagiram lançando bombas com drones e ateando fogo em barricadas para dificultar o avanço das forças de segurança. O governador Cláudio Castro afirmou que o uso de tecnologia e inteligência tem sido essencial para o êxito da operação.

“Essa operação está em andamento e não tenho dúvida de que a estratégia e o uso da tecnologia estão sendo fundamentais para o sucesso das equipes”, declarou o governador.

Em razão da ação, 46 escolas e creches municipais e uma unidade da rede estadual suspenderam as aulas. Doze linhas de ônibus tiveram os trajetos alterados e seis unidades de saúde interromperam o atendimento, enquanto outras quatro funcionam apenas internamente.

A operação, que também conta com o apoio do Ministério Público do Estado, foi deflagrada após mais de um ano de investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). No apoio logístico, foram utilizados drones, dois helicópteros, 32 veículos blindados e 12 máquinas de demolição do Núcleo de Apoio às Operações Especiais da PM, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

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