Um adolescente de 16 anos está internado em isolamento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, administrado pelo Governo do Estado, e vive uma situação preocupante.
Ferido e sem condições de se mover, o jovem precisa ficar em uma cadeira, onde até chega a dormir, porque não há maca disponível.
“É uma vergonha. Meu sobrinho está machucado, sem poder se mexer, e precisa ficar em uma cadeira. Como pode um hospital desse porte deixar um paciente nessa situação?”, disse um dos familiares.
O caso volta a chamar atenção para a falta de estrutura na saúde pública da Bahia e para a superlotação das UPAs.
Especialistas em saúde apontam que o problema é ainda maior devido ao sistema de regulação do estado. Muitos pacientes que precisam ser transferidos para hospitais de referência enfrentam longas esperas por falta de vagas. Essa demora, junto à escassez de equipamentos e camas, faz com que unidades como a do Clériston Andrade fiquem sobrecarregadas, mostrando o desafio enfrentado pela rede pública em cidades com grande demanda, como Feira de Santana.