A corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 deve registrar um dos menores índices de renovação dos últimos anos. Um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) aponta que 448 dos 513 deputados federais pretendem disputar um novo mandato.
O número corresponde a cerca de 87,3% dos parlamentares da atual legislatura e representa o maior percentual de candidaturas à reeleição desde que o órgão iniciou esse tipo de levantamento, em 1990.
Os demais 65 deputados devem seguir caminhos diferentes na próxima eleição. Entre eles, há parlamentares que planejam concorrer ao Senado, aos governos estaduais, a vagas nas assembleias legislativas ou a cargos de vice-governador e vice-presidente. Também existem aqueles que decidiram não participar do pleito. O DIAP ressalta, porém, que esse cenário ainda pode sofrer alterações até a definição oficial das candidaturas pelos partidos.
De acordo com a análise da entidade, a elevada quantidade de deputados buscando permanecer na Câmara reforça a expectativa de uma renovação reduzida na composição da Casa a partir de 2027.
O estudo destaca que as mudanças na legislação eleitoral, que limitaram o número de candidaturas por partido, somadas às vantagens de quem já exerce mandato, ajudam a explicar esse cenário.
Entre os fatores apontados estão o acesso às emendas parlamentares, a prioridade na distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral, a estrutura oferecida pelos gabinetes e a maior exposição pública dos atuais deputados, condições que costumam fortalecer as campanhas de quem tenta a reeleição.
Com base nesses elementos, o DIAP avalia que o Congresso Nacional eleito para o mandato de 2027 a 2030 deverá manter uma composição bastante semelhante à da atual legislatura.