O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, procurou a ministra Cármen Lúcia para saber se ela aceitaria ficar responsável por procedimentos relacionados a integrantes da Corte que aparecem no caso envolvendo Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master. A ministra, porém, decidiu não assumir essa função.

A consulta ocorreu diante da necessidade de definir quem ficará à frente dos procedimentos que envolvem ministros mencionados em informações relacionadas ao empresário. O caso passou a chamar atenção dentro do Supremo após dados obtidos nas investigações trazerem referências a integrantes da Corte.

Entre os ministros citados em diferentes circunstâncias estão Alexandre de Moraes, André Mendonça e Nunes Marques. Também aparecem informações relacionadas a Dias Toffoli e ao filho do ministro Luiz Fux. A simples menção aos nomes não significa que os ministros sejam investigados por irregularidades ou que tenham cometido qualquer crime.

O STF já possui procedimentos específicos relacionados a Moraes e Mendonça. Em uma decisão recente, a Corte discutiu a forma de tramitação dessas apurações, que permanecem separadas.

Com a recusa de Cármen Lúcia, caberá a Fachin definir os próximos passos para os demais casos que possam surgir a partir das informações relacionadas a Vorcaro.

A situação ocorre em meio às discussões internas do Supremo sobre como devem ser conduzidas apurações que envolvam os próprios ministros da Corte.

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