Colbert Martins Filho criticou a fila da regulação e defendeu uma mudança na forma como o Governo da Bahia enfrenta a espera por atendimento médico. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-prefeito de Feira de Santana afirmou que a saúde precisa ser tratada como prioridade e apresentou uma alternativa para ampliar o número de vagas disponíveis aos pacientes.

Médico e gestor, Colbert lembrou sua trajetória na área e disse que pretende levar essa experiência para a Assembleia Legislativa da Bahia. Segundo ele, o orçamento da saúde no Estado gira em torno de R$ 11,4 bilhões.

Na avaliação de Colbert, não basta construir novos hospitais para resolver o problema da regulação. Ele defendeu que o Estado também utilize a rede particular, contratando leitos de hospitais privados para atender pacientes do SUS que aguardam por uma vaga.

Ao explicar a proposta, Colbert citou São Paulo como exemplo de estado que já utilizou a contratação de leitos privados como parte da estratégia para ampliar o atendimento. Para ele, a Bahia poderia adotar uma medida semelhante em vez de concentrar os esforços apenas na construção de novas unidades.

Colbert também fez uma comparação entre os recursos destinados à saúde e o investimento previsto para a Ponte Salvador-Itaparica. A obra tem valor estimado na casa dos R$ 11,6 bilhões, enquanto ele citou cerca de R$ 11,4 bilhões para o orçamento da saúde.

Na visão do ex-prefeito, caso a necessidade de recursos para enfrentar a regulação ultrapasse esse valor, o Estado precisa buscar mais investimentos e assumir diretamente a responsabilidade pela ampliação do atendimento. Ele também criticou o que considera uma transferência excessiva de responsabilidades para os municípios.

“Quem sofre não pode esperar”, afirmou Colbert, ao defender uma atuação mais rápida para quem está aguardando atendimento na rede pública.

A contratação de serviços da rede privada pelo SUS já é utilizada em diferentes situações. Na Bahia, o Ministério da Saúde anunciou neste mês uma ação que prevê 18,2 mil procedimentos em hospitais particulares e filantrópicos para pacientes do sistema público.

Para Colbert, a prioridade deve ser encontrar alternativas que aumentem rapidamente a oferta de atendimento e reduzam o tempo de espera de quem está na fila da regulação.

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