A investigação da Operação Sem Lastro revelou detalhes sobre os três suspeitos presos em Salvador por envolvimento, segundo a Polícia Civil, em um esquema de criação e negociação de títulos de crédito e recebíveis fraudulentos. A polícia estima que a estrutura tenha movimentado mais de R$ 32 milhões e causado prejuízo superior a R$ 15 milhões.

O contador Caio Vinícius é apontado como o principal articulador. Segundo as investigações, ele atuava nas áreas financeira e comercial e estaria envolvido na criação e negociação dos títulos. A polícia também apura a utilização de recursos das próprias empresas para quitar documentos anteriores e dar aparência de regularidade às operações.

A administradora Kaliana, ex-esposa de Caio, é investigada pela atuação na área financeira e contábil. Conforme a polícia, ela teria participado da manipulação de balanços e informações utilizadas para apresentar uma situação econômica mais sólida das empresas.

Já Adriana, médica-veterinária e atual esposa de Caio, aparece na investigação principalmente na parte patrimonial e societária. Um dos pontos analisados é a transferência, em março de 2026, de cotas de uma empresa avaliadas em R$ 1 milhão para o nome dela.

A investigação identificou mais de mil duplicatas consideradas falsas, envolvendo mais de 200 empresas que apareciam como responsáveis pelos pagamentos. Segundo a polícia, essas empresas não haviam realizado as operações descritas nos documentos.

Durante as buscas, foram apreendidos celulares, tablets, documentos, escrituras, cadernos e comprovantes bancários. O material será analisado para rastrear os recursos e verificar a possível participação de outras pessoas.

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