O Ministério Público de São Paulo voltou a colocar o nome de Deolane Bezerra no centro das investigações da Operação Vérnix. Em documento apresentado à Justiça, o órgão pediu que a influenciadora permaneça presa preventivamente e afirmou que ela teria ocupado uma posição importante na parte financeira do esquema investigado.

Segundo o MP, Deolane seria a principal integrante do núcleo responsável pela movimentação de dinheiro. O documento chega a classificá-la como o “verdadeiro caixa da organização criminosa”, alegando que contas pessoais e empresas ligadas a ela teriam sido utilizadas para esconder e movimentar valores de origem supostamente ilícita. 

A investigação faz parte da Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O MP afirma que o grupo investigado teria uma estrutura dividida entre pessoas responsáveis pelas decisões, pela operação e pela parte financeira.

Deolane está presa desde maio, na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Em junho, ela se tornou ré após a Justiça aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público por suspeitas de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. 

Nos últimos dias, a investigação também avançou sobre bens relacionados à influenciadora. Uma Lamborghini avaliada em mais de R$ 4 milhões foi apreendida em uma nova ação da operação. A defesa de Deolane, por sua vez, nega que ela faça parte de qualquer organização criminosa e contesta as acusações. 

O pedido apresentado pelo Ministério Público ainda será analisado pela Justiça. A acusação não significa, por si só, que Deolane tenha sido condenada. O caso continua em andamento e a defesa terá espaço para apresentar sua versão e contestar as acusações feitas pelos investigadores.

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