Preso em flagrante após ser apontado como suspeito de matar o próprio pai a facadas em Ilhéus, no sul da Bahia, Joabson Rocha dos Santos foi colocado em liberdade por decisão judicial. A soltura ocorreu depois que a Justiça considerou excessivo o prazo para que a denúncia contra ele fosse apresentada.
O crime aconteceu no dia 6 de agosto, no bairro Banco da Vitória. Nerival Domingos dos Santos foi encontrado morto dentro da residência da família, no primeiro andar do imóvel, com vários ferimentos provocados por golpes de faca.
A ocorrência começou a ser descoberta depois que o avô de Joabson acionou policiais da 70ª CIPM, por volta das 5h20. Segundo o relato feito à PM, o neto havia chegado à casa dele acompanhado da mãe e contado que criminosos teriam invadido a residência da família e matado seu pai.
O avô, porém, pediu que os policiais fossem até o imóvel porque, conforme informou à equipe, Joabson já havia feito ameaças anteriores contra o próprio pai.
Quando chegaram à residência, os militares encontraram Nerival morto. O Samu confirmou o óbito e equipes do Departamento de Polícia Técnica realizaram a perícia e removeram o corpo.
Horas depois, Joabson foi localizado na frente de uma oficina mecânica, em Itororó. De acordo com a Polícia Militar, ele estava com o celular e o cartão bancário da vítima. O veículo que estava sendo utilizado por ele também pertencia ao pai.
O suspeito foi levado para a Delegacia Territorial de Itapetinga, onde foi autuado em flagrante. Posteriormente, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia, mantendo Joabson preso enquanto o caso era investigado.
Agora, está solto
A decisão que mudou a situação ocorreu na segunda-feira (14), pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus.
O juiz Guilherme Vieito Barros Junior determinou o relaxamento da prisão porque Joabson ainda não havia sido formalmente denunciado. Na decisão, o magistrado apontou um “inaceitável excesso de prazo” para o oferecimento da denúncia.
Com isso, foi expedido o alvará de soltura. A liberdade não encerra a investigação nem representa uma decisão sobre a responsabilidade de Joabson pela morte do pai. Ele terá que cumprir medidas cautelares, como comparecer mensalmente em juízo para informar suas atividades e não permanecer fora da comarca por mais de dez dias sem autorização judicial.
Joabson havia sido transferido para o presídio de Ilhéus no domingo (13), antes da decisão que determinou sua soltura. A Seap confirmou a situação.