Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (7) uma nova ofensiva militar contra o Irã, marcando o fim da trégua que vinha sendo mantida entre os dois países. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a operação envolve uma série de ataques em resposta a supostas ações iranianas contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

De acordo com os militares norte-americanos, três navios mercantes teriam sido alvo de ataques atribuídos ao Irã durante a passagem pela estratégica rota marítima. Washington classificou a ação como uma violação do cessar-fogo e afirmou que a resposta foi necessária para proteger a navegação internacional.

O governo iraniano, no entanto, negou qualquer envolvimento nos ataques. Autoridades de Teerã afirmaram que as acusações são infundadas e rejeitaram a versão apresentada pelos Estados Unidos.

A imprensa estatal iraniana informou que explosões foram registradas na ilha de Qeshm e também nas cidades portuárias de Bandar Abbas e Sikir, sem divulgar detalhes sobre possíveis danos ou vítimas.

Horas antes da ofensiva, o governo dos Estados Unidos também havia revogado a autorização que permitia a comercialização de petróleo iraniano, medida adotada anteriormente durante as negociações entre os dois países.

No mês passado, Washington e Teerã chegaram a assinar um memorando de entendimento com diretrizes para um futuro acordo de paz. Entre os compromissos estavam a manutenção do cessar-fogo firmado em abril e a reabertura do Estreito de Ormuz, fundamental para o transporte mundial de petróleo.

Apesar das negociações em andamento, o novo episódio amplia a tensão na região. Após os ataques, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Internacionais, Kazem Gharibabadi, afirmou que o país adotará “medidas decisivas” para defender seus interesses e garantir a segurança nacional.

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