O Ministério Público da Bahia (MP-BA) apura uma denúncia envolvendo o médico Madson Oliveira, ex-diretor de serviços do Hospital Municipal de Itiúba, no semiárido baiano. Ele foi oficialmente exonerado em abril deste ano, após ser acusado de ameaçar a ex-companheira, que possui medida protetiva contra ele.

Apesar da publicação da exoneração no Diário Oficial, a ex-companheira, Natália Genuíno, afirma que o médico continuou exercendo suas funções normalmente. Segundo ela, houve falsificação de documentos para mascarar a permanência dele no hospital e impedir medidas judiciais relacionadas à pensão alimentícia do filho.

Natália diz que Madson já responde a processo criminal por ameaça de morte e que seu nome permaneceu ativo no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) até julho, três meses após o desligamento oficial. “Ele continua trabalhando, isso está no sistema do CNES. Não tem como negar”, afirmou.

A Procuradoria do Município nega as acusações e garante que o afastamento foi efetivado. Em nota, a Prefeitura de Itiúba afirmou que a manutenção do vínculo no CNES pode ser consequência de atrasos burocráticos na atualização do sistema nacional, sem refletir a real situação funcional do servidor.

O Hospital Municipal reforçou que Madson já não integra o quadro de colaboradores e apresentou lista atualizada sem o nome dele. A administração disse aguardar apenas a finalização da transmissão de dados do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) para o CNES, sob responsabilidade do Ministério da Saúde.

A gestão municipal também declarou que a exoneração ocorreu antes mesmo de tomar conhecimento do processo judicial e que não pode fornecer mais detalhes, pois o caso corre em segredo de justiça.

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