A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, voltou ao centro das atenções ao tornar público um exame de DNA e cobrar na Justiça o reconhecimento da paternidade de sua filha, atualmente com 10 meses.
Joneuma, que responde a processo por suspeita de envolvimento na fuga de 16 detentos registrada em dezembro de 2024, afirma que o pai da criança é o ex-deputado federal Uldurico Júnior, que também está preso no âmbito das investigações sobre o caso.
Em publicação nas redes sociais, ela demonstrou insatisfação com a demora no andamento da ação judicial. Segundo relatou, mesmo após apresentar documentos, fotos e o resultado do exame genético, o processo de reconhecimento de paternidade ainda não avançou como esperado. A criança, de acordo com ela, segue sem registro do pai e sem receber pensão.
Entre os materiais divulgados, estão registros da autorização para coleta de material genético, realizada enquanto ela ainda estava custodiada, além do laudo técnico que aponta probabilidade de 99,99% de paternidade atribuída ao ex-parlamentar.
A defesa de Uldurico já havia informado anteriormente que houve solicitação para realização de exame por via judicial, mas o procedimento não teria sido concluído antes da prisão do político.
O nome do ex-deputado também aparece nas investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia, que apuram a fuga em massa no presídio. Conforme os investigadores, ele teria participado das articulações do plano, que envolveria o pagamento de R$ 2 milhões.
A defesa nega as acusações e sustenta que as declarações existentes no processo são inverídicas e feitas por terceiros para reduzir a própria responsabilidade.