Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) investiga um ex-policial militar suspeito de ter utilizado informações falsas ou omitido dados para obter, de maneira irregular, o Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
A ação foi realizada nesta terça-feira (1º), em Salvador, onde os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão. A investigação, denominada Guardiões de Fogo, também apura a suspeita de posse de uma arma de fogo de uso restrito.
De acordo com as apurações, o ex-PM teria conseguido o registro mesmo sem atender ao requisito de idoneidade previsto para a concessão do documento. A suspeita é de que irregularidades tenham sido cometidas durante o processo de solicitação do certificado.
O investigado já está preso no Complexo Penal de Juazeiro. Conforme a SSP-BA, caso as acusações sejam confirmadas pela Justiça e haja condenação pelos crimes apurados, a soma das penas pode ultrapassar 10 anos de prisão.
Além de buscar novas provas, as equipes tentam identificar se outras pessoas participaram do suposto esquema.
A operação reúne agentes da Polícia Federal e da Coordenação de Gestão Estratégica da SSP-BA (COGER/Force).
O registro de CAC permite ao cidadão exercer atividades de colecionamento, tiro desportivo ou caça dentro das condições estabelecidas pela legislação. O certificado, porém, não representa uma autorização ampla para portar armas de fogo, já que aquisição, transporte e utilização desses armamentos estão submetidos a regras próprias.