Feira de Santana voltou a viver dias de tensão e medo. Entre a noite da sexta-feira (9) e o domingo (11), seis pessoas foram assassinadas no município, elevando para 11 o número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) registrados apenas nos primeiros dias de janeiro, média alarmante de um homicídio por dia. Entre as vítimas, está um caso de feminicídio, reforçando a gravidade do cenário.

A sequência de crimes, espalhada por diferentes bairros e distritos, escancara uma realidade que moradores conhecem bem: a violência deixou de ser pontual e passou a fazer parte do cotidiano da cidade.

A escalada da violência em Feira de Santana não é um episódio isolado, mas parte de um problema estrutural que atinge a Bahia há anos. Apesar dos discursos oficiais, os números mostram que as ações do Governo do Estado não têm sido suficientes para conter a criminalidade, especialmente em cidades do interior que funcionam como polos regionais.

Falta policiamento ostensivo, investigações avançam lentamente e a sensação de impunidade se espalha. Enquanto isso, trabalhadores, jovens e até pessoas sem qualquer ligação com o crime, como o representante comercial morto no bairro Brasília, seguem pagando com a própria vida.

A população cobra mais do que promessas e operações pontuais. Segurança pública exige planejamento, inteligência, valorização das forças policiais e políticas sociais efetivas. Até quando a Bahia continuará assistindo a estatísticas de mortes se acumularem, sem respostas concretas?

Feira de Santana, mais uma vez, entra para os números, e o medo segue fazendo parte da rotina de quem vive na cidade.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *