Após dois meses na Penitenciária Serrano Neves, em Bangu, o cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, vai retornar para casa, mas sob medidas restritivas.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou sua prisão preventiva, mas estabeleceu condições rigorosas para acompanhar sua liberdade. Entre as medidas estão:

  • Comparecimento mensal em juízo;
  • Manutenção de residência fixa na comarca, com endereço e telefone atualizados;
  • Proibição de frequentar o Complexo do Alemão e outras áreas consideradas de risco;
  • Restrição de contato ou aproximação (500 metros) com os demais acusados e com o adolescente “Menor Piu”, envolvido na mesma investigação;
  • Limite para sair da comarca por mais de sete dias, apenas com autorização judicial;
  • Recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h;
  • Uso de tornozeleira eletrônica, monitorada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

A Seap informou que ainda não recebeu a notificação oficial e aguarda a publicação formal para iniciar a aplicação das medidas.

A decisão evidencia o cuidado do judiciário em manter fiscalização próxima sobre Oruam, mesmo após a revogação da prisão preventiva. Especialistas afirmam que medidas como tornozeleira, restrição geográfica e toque de recolher são comuns em casos considerados de risco ou de grande repercussão, garantindo que o investigado permaneça sob controle judicial.

O caso reforça a atenção da sociedade e das autoridades para a atuação de jovens ligados a organizações criminosas, mesmo quando ocupam posições públicas, como artistas ou influenciadores, e levanta debates sobre ressocialização e monitoramento judicial.

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