Um influenciador digital de origem angolana foi preso na noite de terça-feira (20) em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraude contra o programa Bolsa Família. A prisão ocorreu quando ele deixava uma agência da Caixa Econômica Federal localizada na avenida Alberto Andaló, região central da cidade.
De acordo com a Polícia Militar, o homem foi identificado como Flávio Paulo Sampaio, influenciador e modelo que atua nas redes sociais. Com ele, os policiais encontraram uma Carteira de Registro Nacional Migratório falsificada, emitida em nome de “Ali Tuama Malala”, supostamente um cidadão sudanês. Após a abordagem, Flávio apresentou sua verdadeira identidade.
Durante a ocorrência, o suspeito levou os agentes até um hotel onde estava hospedado, também no centro da cidade. No local, foram apreendidos outros quatro documentos falsos, todos com nomes e imagens diferentes, mas que, segundo a polícia, seriam utilizados no mesmo tipo de golpe.
Em depoimento, Flávio teria admitido que saiu da Bahia com destino ao interior paulista para realizar cadastros irregulares no Bolsa Família. Ele afirmou ainda que os documentos falsificados eram adquiridos na região da Praça da Sé, em São Paulo, e que receberia cerca de R$ 300 por cadastro, valor semelhante ao que seria repassado a outros envolvidos no esquema.
As investigações também apontaram que havia contra ele um mandado de prisão temporária em aberto, expedido pela 1ª Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes da Comarca de São Paulo. O conteúdo do processo não foi divulgado, pois tramita sob segredo de Justiça.
Presença nas redes sociais
Nas redes sociais, Flávio reúne aproximadamente 40 mil seguidores, onde costuma publicar registros de trabalhos como modelo, além de imagens da rotina pessoal. Segundo apuração, ele vive no Brasil há cerca de oito anos. Em seus perfis, também aparecem momentos ao lado da esposa e do filho pequeno.
O caso segue sob investigação para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo causado ao programa social.