O governador Jerônimo Rodrigues (PT) escalou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) para sair em defesa da segurança pública na Bahia. Em um vídeo que circula em redes sociais e grupos de WhatsApp, Geddel rebate as críticas do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e lembra problemas que aconteceram durante governos do grupo ligado ao ex-governador ACM, como fugas de presos e superlotação nos presídios.

Hoje, no entanto, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) é apontada nos bastidores como área de influência do MDB, partido do próprio Geddel. Apesar disso, o sistema prisional baiano continua acumulando escândalos e falhas graves: só nos últimos sete meses, 23 presos conseguiram fugir em três episódios diferentes. Recentemente, também veio à tona que líderes da facção Bonde do Maluco (BDM) transformaram uma cela na Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, num espaço de luxo, com móveis planejados, bebidas importadas e outros itens proibidos.

Outro episódio rumoroso envolve um suposto triângulo amoroso entre uma ex-diretora de presídio, um detento e um ex-deputado federal do MDB em Eunápolis. Mesmo assim, Geddel não comentou esses casos mais recentes, preferindo direcionar as críticas apenas aos adversários.

Enquanto isso, a violência na Bahia segue crescendo, gerando medo na população e mostrando que, apesar do discurso político, o crime organizado continua avançando até mesmo dentro dos presídios.

É importante lembrar que Geddel Vieira Lima foi protagonista de um dos maiores escândalos de corrupção do país. Em 2017, a Polícia Federal encontrou cerca de R$ 51 milhões em dinheiro vivo escondidos em malas e caixas dentro de um apartamento em Salvador, episódio que chocou o Brasil. Condenado por lavagem de dinheiro e associação criminosa, Geddel chegou a cumprir parte da pena em regime fechado e hoje está em liberdade.

 

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