Os levantamentos de opinião divulgados nos últimos dias indicam um cenário mais desafiador para o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pela reeleição. Diferentemente das campanhas de Jaques Wagner, em 2010, e de Rui Costa, em 2018, quando o PT aparecia com ampla vantagem nas pesquisas, os números atuais mostram uma disputa mais equilibrada e uma rejeição ao governador próxima dos 40%, segundo os institutos divulgados recentemente.
O resultado é visto por analistas políticos como um sinal de alerta para o governo, que enfrenta um ambiente de maior desgaste em comparação aos ciclos eleitorais anteriores.
Nos últimos meses, a gestão estadual passou a ser alvo de críticas frequentes da oposição e de parte da população. Entre os principais questionamentos estão os elevados índices de violência registrados na Bahia, a atuação do governo na área da segurança pública e a dificuldade em reduzir os crimes violentos, tema que tem dominado o debate político no estado.
A saúde pública também permanece no centro das cobranças. A demora por vagas e procedimentos por meio da Central Estadual de Regulação continua sendo motivo de reclamações de pacientes e familiares. Em razão dessa situação, opositores passaram a apelidar o sistema de “fila da morte”, expressão utilizada como crítica às dificuldades enfrentadas por quem aguarda atendimento especializado.
Outro tema recorrente é a demora na execução de obras consideradas estratégicas. Entre elas está a Ponte Salvador–Itaparica, anunciada há anos e que ainda não saiu do papel. O atraso tem sido explorado por adversários políticos, que apontam o empreendimento como símbolo de promessas ainda não concretizadas pelo governo estadual.
Apesar do cenário de maior pressão, o quadro eleitoral permanece aberto. Ainda há um longo período até as eleições de 2026, o que dá margem para mudanças na avaliação do governo e no comportamento do eleitorado ao longo dos próximos meses.