João Carlos Bacelar (PL-BA) está novamente em busca de votos para continuar na Câmara dos Deputados e vem ampliando sua articulação política em Feira de Santana. No caminho para mais um mandato, porém, há um episódio recente que faz parte do histórico do parlamentar: um acordo de mais de R$ 1,4 milhão homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O compromisso foi firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em uma ação relacionada a uma acusação de peculato. Segundo a acusação, funcionárias nomeadas para o gabinete parlamentar teriam sido utilizadas em atividades particulares.

Pelo acordo, Bacelar se comprometeu a ressarcir R$ 1.312.618,09 aos cofres públicos, além de pagar R$ 96.096 e cumprir 280 horas de serviços comunitários. O ressarcimento foi previsto em duas parcelas.

O acordo não equivale a uma condenação criminal. A ação é encerrada mediante o cumprimento das obrigações estabelecidas.

Outro episódio envolvendo o mandato ocorreu em 2024, quando despesas com abastecimento de embarcações foram questionadas. Na época, Bacelar atribuiu os lançamentos a um erro do gabinete e informou que pediria o ressarcimento. O caso chegou ao Tribunal de Contas da União, que posteriormente julgou a representação improcedente e determinou seu arquivamento.

Nos registros da Câmara, Bacelar aparece com R$ 527,6 mil utilizados em cota parlamentar em 2024 e R$ 478,3 mil em 2025. Em 2026, os dados disponíveis registram cerca de R$ 192 mil.

Os valores da cota, isoladamente, não significam irregularidade, já que o recurso é destinado a despesas do exercício parlamentar. O que chama atenção é o conjunto de episódios que passou a integrar o histórico recente do deputado.

Agora, enquanto procura renovar o mandato e conquistar espaço político em Feira de Santana, Bacelar volta a pedir o voto. O acordo homologado pelo STF é uma informação pública e, naturalmente, também faz parte da trajetória que o eleitor poderá considerar antes de escolher seu candidato.

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Redação: Valter Junior 

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