O processo que pode resultar na expulsão do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto da corporação ganha novos desdobramentos nesta segunda-feira (11), com a retomada das audiências do Conselho de Justificação. O oficial é acusado pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, caso que teve grande repercussão em São Paulo.
A nova etapa do julgamento começa pela manhã, com o depoimento de uma soldado que trabalhava com Gisele. Em seguida, será ouvido o primeiro-tenente responsável pela equipe que atendeu a ocorrência no dia da morte da policial. Já na quinta-feira (14), outras duas amigas da vítima também devem prestar depoimento.
As audiências acontecem por videoconferência, conforme publicação oficial do governo paulista. A defesa do tenente-coronel foi intimada a participar das oitivas.
O Conselho de Justificação é um procedimento interno utilizado para avaliar se oficiais da Polícia Militar ou das Forças Armadas mantêm condições morais e disciplinares para continuar na ativa. Paralelamente a esse processo administrativo, Geraldo Leite Rosa Neto também responde criminalmente por feminicídio e fraude processual.
Recentemente, o caso teve uma mudança importante no campo jurídico. O Superior Tribunal de Justiça decidiu que o oficial deverá ser julgado pela Justiça comum, e não pela Justiça Militar, entendimento que pode impactar diretamente o andamento da ação penal.