A Justiça de Minas Gerais decidiu retirar do Tribunal do Júri o processo que envolve Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa pela morte de um casal de idosos em um apartamento de alto padrão, em Belo Horizonte. A decisão foi proferida na quinta-feira (9), determinando que o caso passe a tramitar em uma das Varas das Garantias da capital mineira.
Segundo a decisão judicial, o crime investigado é tratado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Como esse tipo de delito não faz parte da competência do Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, o processo deverá seguir em outra esfera da Justiça. Inicialmente, o caso havia sido encaminhado como homicídio.
A defesa da investigada afirmou que a mudança no andamento do processo já era prevista. O advogado Bruno Corrêa informou que continuará atuando para contestar a acusação durante a tramitação da ação.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Paola trabalhou pela primeira vez na residência das vítimas como diarista após ser indicada por um familiar do casal. Os investigadores apontam que ela teria colocado clonazepam na comida dos idosos para reduzir a capacidade de reação das vítimas. Em seguida, ambos foram mortos com dezenas de golpes de faca.
Após o crime, a suspeita teria levado joias, relógios, celulares, dinheiro e outros objetos de valor. Ela foi presa preventivamente, confessou o crime e parte dos bens subtraídos já foi recuperada pela polícia.
As investigações continuam para apurar se a diarista pode ter praticado outros furtos em residências onde trabalhou anteriormente. Na última quarta-feira (8), a Polícia Civil realizou a reprodução simulada do crime, e o inquérito deve ser concluído e encaminhado à Justiça nos próximos dias.