O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7) que sugeriu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a criação de um grupo de trabalho entre os dois países para buscar uma solução rápida para os conflitos comerciais envolvendo tarifas de importação.

De acordo com Lula, a proposta prevê que representantes das áreas de comércio e indústria de Brasil e Estados Unidos iniciem negociações técnicas e apresentem, em até 30 dias, um plano para encerrar o impasse conhecido como “tarifaço”.

Durante a reunião realizada na Casa Branca, o presidente brasileiro explicou que defendeu um diálogo direto entre as equipes econômicas das duas nações para construir um entendimento capaz de reduzir barreiras comerciais e fortalecer a relação bilateral.

Segundo Lula, também foram apresentados dados sobre a balança comercial entre os países. O petista destacou que, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam saldo positivo nas negociações com o Brasil e afirmou que, apenas no ano passado, o lado brasileiro registrou déficit de cerca de US$ 14 bilhões.

O presidente ainda rebateu críticas de autoridades norte-americanas sobre supostas tarifas elevadas cobradas pelo Brasil sobre produtos dos EUA. Conforme Lula, a média tarifária aplicada pelo país é de aproximadamente 2,7%, apesar de alguns setores específicos chegarem a índices maiores.

Além das discussões sobre tarifas, o encontro abriu espaço para debates envolvendo investimentos, minerais estratégicos, cooperação industrial e segurança econômica. A expectativa do governo brasileiro é de que novas reuniões técnicas ocorram nas próximas semanas para aprofundar as negociações.

Outro tema tratado no encontro foi a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil relacionada ao sistema de pagamentos Pix. O ministro Márcio Elias Rosa participou das conversas e informou que o governo brasileiro pediu agilidade no encerramento do processo.

A reunião entre Lula e Trump durou cerca de três horas e terminou em clima considerado positivo pelos dois governos. Após o encontro, os presidentes trocaram elogios públicos e defenderam a continuidade da aproximação diplomática e econômica entre Brasil e Estados Unidos.

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