A Polícia Civil prendeu mais uma suspeita de integrar um esquema de fraudes em empréstimos consignados que teria causado prejuízo superior a R$ 600 mil a idosos em Feira de Santana. A mulher, de 36 anos, foi localizada no bairro Mangabeira durante mais uma etapa da Operação Old Scam e teve a prisão preventiva cumprida por suspeita de estelionato e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, a suspeita atuava diretamente na captação de vítimas e dava suporte à aplicação dos golpes. A polícia apura que uma empresa de crédito consignado era utilizada para atrair idosos, obter informações pessoais e contratar empréstimos e refinanciamentos com valores acima daqueles efetivamente solicitados pelos clientes.

Ainda conforme a apuração, parte dos recursos liberados pelas instituições financeiras era desviada para contas de terceiros por meio de transferências bancárias e operações via PIX. Até o momento, mais de 40 vítimas já foram identificadas pelos investigadores.

Esta é a segunda prisão realizada no âmbito da operação. A primeira ocorreu em 14 de julho, quando a empresária Jéssica Gonçalves dos Santos, de 34 anos, foi detida no bairro Papagaio. Segundo a Polícia Civil, ela é proprietária da empresa apontada como responsável por viabilizar as fraudes e figura entre os principais alvos da investigação.

As investigações indicam que os contratos eram firmados em valores superiores aos solicitados pelos clientes. Em seguida, apenas uma parte do dinheiro era repassada às vítimas ou, em alguns casos, o valor sequer chegava a ser entregue. A empresária também possui antecedentes por estelionato qualificado e lavagem de dinheiro.

Na primeira fase da Operação Old Scam, a polícia informou que aproximadamente 70 pessoas, em sua maioria idosos, podem ter sido lesadas. Além da empresária, outras cinco pessoas, incluindo funcionários da empresa, passaram a ser investigadas por possível participação no esquema.

Durante as diligências realizadas em julho, equipes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão em dois imóveis ligados à empresa investigada. Computadores, celulares e documentos foram recolhidos em um dos endereços. Já no outro, instalado em um centro comercial da cidade, nenhum material de interesse para a investigação foi encontrado.

Após ser presa, a segunda investigada foi encaminhada à delegacia, passou pelos procedimentos de praxe e permanece custodiada, à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e localizar novas vítimas do suposto esquema criminoso.

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