O desembargador federal Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi alvo de uma operação realizada nesta quinta-feira (24), dentro das investigações relacionadas ao caso Banco Master.

A ação chegou ao gabinete do magistrado no tribunal e foi determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com participação da Polícia Federal.

Newton Ramos tem 51 anos e integra o TRF-1 desde 2023. A carreira dele na Justiça Federal começou antes disso, com passagens pela magistratura no Maranhão e no Distrito Federal.

O nome do desembargador apareceu nas apurações depois que investigadores analisaram mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Entre os contatos citados nas conversas está Newton Ramos.

Antes de chegar ao TRF-1 como desembargador, ele trabalhou como juiz auxiliar de Kassio Nunes Marques, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, durante o período em que Kassio ocupava a vice-presidência do tribunal.

As investigações também passaram a analisar a relação profissional da advogada Camilla Ramos, mulher do desembargador, com interesses ligados ao Banco Master. O escritório do qual ela participa assinou um contrato que previa honorários que poderiam alcançar R$ 427 milhões, segundo documentos apreendidos no curso da investigação.

Outro fato analisado envolve um processo relacionado à Usina Cansanção de Sinimbu. Newton participou de decisões favoráveis aos interesses do Banco Master antes da contratação do escritório de sua esposa, conforme informações divulgadas sobre o caso.

O desembargador nega ter cometido irregularidades. Depois que o Banco Master passou a integrar o processo, ele declarou impedimento para atuar na causa.

A operação desta quinta-feira faz parte da investigação. As suspeitas ainda estão sendo apuradas e a operação, por si só, não representa condenação nem comprovação de crime por parte do desembargador.

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