Uma investigação sobre a atuação do Comando Vermelho (CV) na Bahia levou à prisão de seis pessoas nesta sexta-feira (6). A terceira fase da Operação Angerona mobilizou equipes de segurança em Salvador, Feira de Santana, Itaberaba e Xique-Xique, com o objetivo de desarticular a estrutura da organização criminosa no estado.
Entre os investigados está Bernardo de Andrade Moreira Neto, conhecido como Caçador. Mesmo custodiado no Complexo Prisional de Feira de Santana, ele é apontado pelas investigações como responsável por coordenar atividades criminosas, repassar ordens e manter negociações envolvendo drogas e armas, além de determinar outros delitos.
A ofensiva resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão temporária. Outras duas pessoas foram presas em flagrante. Os agentes também cumpriram oito mandados de busca e apreensão, que terminaram com a localização de pistolas, munições, celulares, balanças de precisão e entorpecentes.
Suspeitos apontados como gerentes do tráfico
Em Salvador, Inairã Rodrigues Gonçalves, conhecido como Grécia, foi preso. Ele é investigado por atuar como gerente do tráfico no bairro de Cosme de Farias. Durante a abordagem, o suspeito fez a própria companheira refém.
Com ele, os policiais encontraram uma pistola, munições, uma balança de precisão e porções de maconha, cocaína e ecstasy preparadas para comercialização. Além do mandado de prisão temporária, Grécia foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e cárcere privado.
Manuela de Oliveira dos Santos, conhecida como Manu, também foi alvo da operação. Embora fosse procurada em Itaberaba, acabou localizada e presa em Feira de Santana. Segundo as apurações, ela estaria envolvida na comercialização de drogas e em negociações de armas.
Já em Xique-Xique, foram presos três investigados: Marcos Roberto Lopes de Souza, conhecido como Bode ou Marquinhos, apontado como gerente da organização criminosa na região; Vanildo Júnior Piqui dos Santos, o Juninho; e Rafael Gomes Barbosa de Souza. Os dois últimos estavam armados no momento da ação, conforme informações da investigação.
Investigação envolve diferentes municípios
A Operação Angerona é resultado de uma investigação que avançou por diferentes etapas para identificar integrantes, funções e formas de atuação do grupo criminoso. As apurações indicam uma estrutura organizada, com divisão de responsabilidades e articulação entre integrantes que atuavam em municípios distintos.
A ação foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio dos grupos especializados de combate às organizações criminosas (Gaeco) e de execução penal (Gaep), com participação da Polícia Civil, da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara dos Feitos Relativos a Tóxicos e Acidentes de Veículos da Comarca de Feira de Santana.