Breno de Souza Castro, de 24 anos, permanece preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos II, na Grande São Paulo, após confessar a morte das duas filhas, de 3 e 5 anos. O crime aconteceu durante o fim de semana do Dia dos Pais.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou nesta terça-feira (11) que o homem está custodiado na unidade desde segunda-feira (10). A prisão em flagrante foi convertida pela Justiça em preventiva. Ele é investigado pelas mortes de Ísis Helena Alves de Souza, de 3 anos, e Lais Heloisa Alves de Souza, de 5.
Por se tratar de um caso de grande repercussão e diante da natureza do crime, Breno está em uma área separada dos demais detentos. A previsão, conforme informações relacionadas à rotina prisional, é que ele permaneça isolado inicialmente e só depois seja avaliada a possibilidade de colocá-lo em contato com outros presos.
O CDP de Guarulhos II recebe pessoas envolvidas em diferentes tipos de crimes e já abrigou presos de casos que tiveram grande repercussão. Entre eles está o banqueiro Daniel Vorcaro, que passou pela unidade após ser preso pela Polícia Federal.
Histórico na Justiça
Breno já havia sido preso anteriormente. Em junho de 2023, foi detido por roubo e cumpria pena na Penitenciária de São Vicente II, no litoral de São Paulo.
Em outubro de 2025, a Justiça autorizou sua saída em razão do comportamento apresentado durante o cumprimento da pena. Ele deixou a prisão em 15 de novembro daquele ano e passou a cumprir determinações, incluindo restrições de circulação em determinados horários e dias.
Como aconteceu o crime
Segundo o relato apresentado à polícia, Breno procurou o 48º Distrito Policial, na Cidade Dutra, por volta das 6h do domingo (9). Na delegacia, afirmou ter matado as duas filhas por estrangulamento e indicou aos policiais o local onde havia deixado o veículo com os corpos.
Enquanto isso, a mãe das crianças tentava descobrir onde as meninas estavam e havia acionado a Polícia Militar. Ela foi orientada a comparecer à delegacia e recebeu no local a confirmação da morte das filhas.
De acordo com o depoimento da mulher, o relacionamento com Breno durou aproximadamente oito anos. Os dois se separaram em março, mas, segundo ela, o homem não aceitava o fim da relação.
As meninas costumavam passar os fins de semana com o pai. Na sexta-feira (7), elas foram buscadas pela família paterna.
No sábado (8), enquanto estava com as crianças, Breno teria visto nas redes sociais uma fotografia da ex-companheira acompanhada de amigas. Pouco depois, enviou uma mensagem afirmando que ela não voltaria a ver as filhas.
Aos familiares, o homem teria dito que levaria as meninas ao Museu do Ipiranga. Ele saiu de carro com as crianças e, posteriormente, segundo os relatos registrados pela investigação, afirmou que pretendia matar as filhas e depois tirar a própria vida.
A mãe permaneceu durante a noite na residência do ex-companheiro enquanto aguardava informações sobre as crianças. A localização de Breno e das meninas foi posteriormente comunicada pela polícia.
Acusação
Inicialmente preso em flagrante, Breno foi indiciado por homicídio com qualificadoras relacionadas à forma como o crime teria sido cometido, à idade das vítimas e às circunstâncias apontadas pela investigação. Ele também é investigado por violência doméstica em razão do histórico relatado pela ex-companheira.
A autoridade policial solicitou a prisão preventiva, que acabou sendo determinada pela Justiça. O caso continua sob investigação.