A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (23), a segunda fase da operação Raízes de Papel, que investiga um esquema de concessão irregular de benefícios previdenciários na Bahia e no Rio de Janeiro. Entre os alvos estão uma advogada e um gerente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com a PF, a advogada já havia sido investigada na primeira etapa da operação e, desta vez, é apontada como peça-chave no esquema. Ela teria se aproveitado do cargo ocupado pelo gerente do INSS para manipular processos internos e viabilizar a liberação fraudulenta de benefícios. As fraudes ocorreriam em Juazeiro e Sobradinho, no norte baiano, e também na capital fluminense.
As investigações indicam que o grupo lavava o dinheiro obtido de forma ilícita, utilizando pagamentos a servidores e outras manobras para esconder a origem dos recursos e mascarar o patrimônio. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Ainda nesta terça, agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares. A advogada ficou proibida de deixar o país, teve o passaporte retido, não poderá acessar agências do INSS nem atuar em processos previdenciários. O servidor público, por sua vez, foi afastado do cargo e segue sob investigação.