Um policial militar foi preso em Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, acusado de repassar informações sigilosas de operações policiais a integrantes do tráfico de drogas em troca de crack.

A investigação, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), aponta que o militar teria vazado dados sensíveis de ações conjuntas das polícias Civil e Militar, além de informações internas do próprio órgão. Segundo os investigadores, os repasses comprometiam o andamento das operações e dificultavam a prisão de suspeitos e a apreensão de entorpecentes.

De acordo com a apuração ligada à chamada Operação Tropa de Elite, o policial teria antecipado detalhes de ao menos duas ações — identificadas como Snowblind e Leão de Nemeia. Em alguns casos, criminosos teriam sido avisados antes da chegada das equipes, o que permitiu a fuga de alvos e prejudicou o cumprimento de mandados judiciais.

O caso também revela que o militar já havia sido condenado por corrupção, associação para o tráfico e descumprimento de missão, com penas que somam pouco mais de seis anos de prisão, além de outra condenação de dez meses.

Durante o avanço das investigações, o Ministério Público decidiu ainda reabrir um inquérito anterior, chamado “Alma à Venda”. Com a coleta de novos elementos, o órgão apresentou denúncia por associação para o tráfico.

Além do vazamento de informações, o policial também é citado por uma falha durante uma operação interna. Ele teria sido escalado para monitorar um imóvel alvo de busca, mas, segundo a investigação, acabou permitindo a entrada de uma mulher no local enquanto a ação ainda estava em andamento.

O nome do militar não foi divulgado pelas autoridades. A apuração segue sob responsabilidade do Ministério Público.

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