Um sargento da reserva da Polícia Militar da Bahia voltou a ser preso nesta terça-feira (13), em Salvador, durante uma operação do Ministério Público do Estado (MP-BA). O militar, que também atuava como professor, é investigado por suspeita de aliciar crianças e adolescentes em troca de benefícios de caráter assistencial.

A nova prisão ocorreu após a Justiça atender a um pedido liminar apresentado pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp), do MP-BA. O investigado havia sido colocado em liberdade anteriormente por decisão judicial, mas voltou a ser custodiado diante do avanço das apurações.

Segundo as investigações, o sargento exercia função de professor e tutor em unidades de ensino do município de Teodoro Sampaio e, de acordo com a polícia, utilizava sua posição de autoridade e confiança para se aproximar de menores entre 10 e 14 anos, todos em situação de vulnerabilidade social. As suspeitas indicam que as abordagens tinham finalidade sexual e eram associadas à promessa ou oferta de auxílios.

A primeira prisão ocorreu em junho de 2025, quando também foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o militar e um segundo investigado, apontado como possível colaborador na tentativa de ocultação de provas. Na ocasião, aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram recolhidos para análise.

Até o momento, o MP-BA não divulgou o número de possíveis vítimas nem detalhes sobre os benefícios que teriam sido oferecidos. O órgão informou que as investigações seguem em curso, com foco na responsabilização penal dos envolvidos e na garantia de proteção integral às crianças e adolescentes eventualmente afetados.

Casos de suspeita de abuso ou exploração sexual contra menores podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, ou ao Ministério Público da Bahia, por meio do Disque 127, das Promotorias de Justiça, além dos canais digitais oficiais. O MP-BA reforça o alerta para que pais e responsáveis estejam atentos a mudanças de comportamento e às interações sociais de crianças e adolescentes, inclusive no ambiente virtual, acionando imediatamente a rede de proteção sempre que houver indícios de violência.

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