O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad, anunciou que pretende levar ao colegiado um pedido formal para declarar Paolo Zampolli como “persona non grata” no Brasil. A iniciativa surge após falas atribuídas ao enviado especial do governo dos Estados Unidos, Donald Trump, consideradas ofensivas às mulheres brasileiras.

A reação do senador veio após a repercussão de uma entrevista concedida por Zampolli à emissora italiana Rai 3. Nas declarações, ele fez comentários generalizados e depreciativos, o que provocou forte indignação entre autoridades brasileiras.

Trad classificou o conteúdo como inaceitável e afirmou que o país precisa dar uma resposta firme. Além da proposta de rejeição formal ao assessor, o senador também defende que haja retratação pública com pedido de desculpas.

O episódio ganhou dimensão institucional. Em nota oficial, o Ministério das Mulheres afirmou que as declarações ultrapassam o limite da opinião e configuram discurso de ódio, destacando que ataques desse tipo atingem a dignidade das mulheres e não podem ser relativizados.

A crítica também partiu da primeira-dama Janja Lula da Silva, que repudiou as falas e reforçou que mulheres brasileiras não devem ser reduzidas a estereótipos. Segundo ela, a realidade é marcada por luta, autonomia e busca por respeito.

Durante a entrevista, Zampolli também mencionou sua ex-companheira, a modelo brasileira Amanda Ungaro, em declarações que ampliaram a controvérsia. O caso segue repercutindo tanto no meio político quanto em diferentes setores da sociedade.

A proposta do Senado ainda deverá ser analisada pela comissão, mas já sinaliza um possível desgaste diplomático diante da gravidade das declarações.

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