A África vive um novo alerta sanitário após o avanço de um surto de ebola provocado pela rara cepa Bundibugyo, que já deixou centenas de pessoas infectadas e mais de uma centena de mortes entre a República Democrática do Congo e Uganda. Autoridades internacionais de saúde ampliaram o monitoramento diante do risco de disseminação da doença em áreas de intensa circulação de pessoas.

Segundo atualizações divulgadas por organismos de saúde africanos e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já foram contabilizados cerca de 395 casos suspeitos e confirmados, além de 106 mortes relacionadas ao surto. Especialistas alertam que os números podem ser maiores, devido à dificuldade de rastreamento em regiões com estrutura hospitalar limitada e conflitos armados.  

A OMS classificou o episódio como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, medida que busca acelerar o envio de equipes médicas, equipamentos e recursos para contenção do vírus.  

O epicentro da crise está na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo, uma área de forte atividade de mineração e intensa movimentação populacional. Casos também foram registrados em Uganda, incluindo ocorrências na capital Kampala.  

As autoridades sanitárias demonstram preocupação porque a variante Bundibugyo é considerada rara e ainda não possui vacina ou tratamento específico aprovado. O controle do avanço da doença depende principalmente do isolamento de pacientes, rastreamento de contatos e medidas rígidas de higiene e proteção.  

O ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas e pode provocar febre intensa, vômitos, hemorragias e falência de órgãos. A taxa de mortalidade dessa cepa varia entre 30% e 50%, segundo dados históricos do CDC e da OMS.  

Diante da gravidade do cenário, os Estados Unidos anunciaram reforço na triagem de viajantes vindos das áreas afetadas. O CDC norte-americano informou que acompanha a situação de perto, mas avalia que o risco imediato de propagação internacional ainda é considerado baixo.

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