O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que entrou em contato com a Fifa para solicitar uma reavaliação da suspensão do atacante Folarin Balogun, expulso durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo ele, o pedido teve como objetivo apenas solicitar uma revisão da decisão disciplinar, sem qualquer tentativa de interferência direta na entidade.

Durante conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump afirmou que procurou um representante da Fifa considerado por ele “altamente respeitado” para tratar do caso. O presidente também fez críticas à atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão de Balogun na partida contra a Bósnia e Herzegovina, levantando questionamentos sobre a decisão tomada em campo.

A expulsão aconteceu aos 19 minutos do segundo tempo, após uma entrada dura do atacante sobre o defensor Tarik Muharemovic. Pela regra aplicada normalmente na competição, o cartão vermelho resultaria em suspensão automática de um jogo, deixando o jogador fora das oitavas de final diante da Bélgica.

Entretanto, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu suspender os efeitos da punição com base no artigo 27 do Código Disciplinar da entidade. A medida permitiu que Balogun fosse relacionado para o confronto decisivo, estabelecendo um período probatório de um ano.

A decisão chamou atenção por abrir uma exceção considerada incomum na história recente da competição. Após o anúncio, Trump comemorou publicamente a medida, classificando a reversão da suspensão como uma correção de uma injustiça.

O episódio também repercutiu nos bastidores do futebol internacional. A medida adotada pela Fifa gerou críticas por parte da Uefa, que manifestou discordância e considerou a decisão inédita e de difícil justificativa, reacendendo o debate sobre os critérios utilizados em processos disciplinares durante grandes competições.

Enquanto isso, a seleção dos Estados Unidos entrou em campo contra a Bélgica buscando uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, fase que o país não alcançava desde a edição de 2002.

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