A campanha de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) em Feira de Santana foi prorrogada e continuará em andamento até o primeiro semestre de 2026. A ampliação do prazo foi anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e atende a uma diretriz do Ministério da Saúde, diante da baixa cobertura vacinal entre adolescentes em todo o país.

A iniciativa é voltada para jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a imunização. Em Feira, a vacina pode ser encontrada nas 103 salas de vacinação da rede de Atenção Primária à Saúde, distribuídas tanto na sede do município quanto nos distritos.

Dados da SMS apontam que, entre 1º de janeiro e 28 de dezembro deste ano, foram aplicadas 9.024 doses do imunizante em adolescentes e jovens de 9 a 19 anos. Do total, 4.689 doses foram destinadas ao público masculino e 4.335 ao feminino. Considerando apenas a faixa etária de 15 a 19 anos, foram registradas 647 aplicações, sendo 310 em mulheres e 337 em homens.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, uma mudança importante contribuiu para facilitar o acesso à vacina. O esquema vacinal, que antes exigia duas doses, passou a ser feito com dose única. “Essa simplificação torna o processo mais rápido e ajuda a ampliar a adesão dos adolescentes à vacinação”, destacou.

A vacina contra o HPV é reconhecida como uma das principais estratégias de prevenção contra diversos tipos de câncer. Entre eles, o câncer do colo do útero um dos mais frequentes entre mulheres, além de tumores que também podem atingir homens, como os de pênis, ânus e regiões da boca e garganta.

O HPV é transmitido, principalmente, por contato direto da pele ou das mucosas infectadas, sendo a relação sexual a forma mais comum de contágio. O vírus possui mais de 200 tipos conhecidos, classificados entre os de baixo risco, geralmente associados a verrugas genitais, e os de alto risco, ligados ao desenvolvimento de câncer.

A Secretaria de Saúde reforça a importância de que adolescentes e responsáveis procurem as unidades de saúde para verificar a situação vacinal e garantir a proteção oferecida pelo imunizante.

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