Uma proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, trouxe acusações de pagamentos mensais de R$ 3 milhões a pessoas ligadas ao grupo político do senador Jaques Wagner (PT-BA).

Os valores, segundo o relato atribuído ao empresário, estariam relacionados ao cartão de crédito consignado Credcesta.De acordo com as informações divulgadas nesta sexta-feira (25), os supostos repasses teriam começado em 2018 e seriam feitos por meio de contratos que Vorcaro classificou como fictícios, além de entregas de dinheiro em espécie.

A proposta de colaboração, no entanto, não foi aceita pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). As autoridades apontaram falta de provas e de elementos capazes de confirmar as acusações apresentadas pelo ex-banqueiro.

As acusações envolvem o Credcesta, produto de crédito consignado ligado ao Banco Master e voltado a servidores públicos. O relato também menciona pessoas e empresas que, segundo Vorcaro, teriam participado da movimentação dos recursos.

Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima negaram as acusações. A defesa de Vorcaro, por sua vez, questionou a divulgação dos documentos e afirmou não reconhecer a autenticidade e a integridade do material.

Até o momento, as informações divulgadas não comprovam que os pagamentos tenham ocorrido. As acusações fazem parte de uma proposta de delação que acabou rejeitada pelas autoridades.

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